Vinicius Calderoni

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Para Abrir os Paladares

Para abrir os paladares desvela paisagens sonoras contrastantes e propõe um mergulho em uma sonoridade pop erudita, riquíssima em timbres e texturas, alternando formações instrumentais consagradas com experiências sonoras incomuns. Para entender um pouco mais dos diferentes universos sonoros do disco, exemplos não faltam: do quarteto de cordas executando o virtuoso arranjo de André Mehmari na faixa Ponte incerta sobre rio selvagem às edições de ruídos de máquinas e eletrodomésticos que marcam a condução percussiva de Aguarde sua vez; do naipe de metais de banda militar que comparece em Juventude em Marcha ao duelo tanguístico empreendido entre o acordeom de Lulinha Alencar e o violino de Ricardo Herz em Impasse; ou ainda do piano solo erudito tocado por Zé Godoy em Mesmo quando a boca cala às guitarras hipnóticas de Webster Santos em Carne e Osso.

O que Vinicius Calderoni diz sobre algumas faixas:

A vida é cheia de som e fúria: o amor não como escolha, mas como fratura exposta. Uma declaração de amor inequívoca em forma de grito. As guitarras hipnotizantes de Webster Santos, a condução percussiva espasmódica de Guilherme Kastrup e o baixo nervoso de Serginho Carvalho integram a contundente cozinha, abruptamente rompida pela delicadeza barroca do arranjo de cordas de Débora Gurgel no refrão final. Porque rupturas também são feitas de delicadeza, quando se fala de amor.
- Sobre a música “Carne e Osso”

Uma visita guiada através de uma exposição de instalações sonoras e uma reflexão sobre a arte de conferir sentido à própria vida. Ou ainda: de como as convenções sociais e culturais nos fazem sentir enraizados e mascaram nossos vazios. Aqui, a profusão de timbres e texturas é mesmo de tirar o fôlego: slaps secos e espaçados de violão, baixo e guitarra, seguidos por uma delicada textura de vibrafone, flautas e cello, que dão vez a uma cama de guitarras e vocais cortadas por pesadas alfaias, que são sucedidas por um quarteto de jazz tradicional e assim por diante, quase como se fossem seis ou sete canções em uma.
- Sobre a música “Sobre óleo sobre tela”

Entre goteiras de pirlimpimpim, chuvas de caraminholas, carrosséis e joquempôs, mais um chamado para o amor, a despeito das pedras no caminho- pois no meio do caminho, sempre há uma pedra. Conrado Goys trouxe suas guitarras com timbres à la Bob Esponja que fazem toda a diferença. Zé Godoy também nos entrega uma surpreendente goteira de pirlimpimpim pianística. No interlúdio, uma singela homenagem e citação à Cheek to cheek, uma das maiores canções jamais compostas no Ocidente, na voz aveludada de Tó Brandileone. E, no final, modulações de meio em meio tom vão ajudando a conferir ao discurso musical a urgência existencial do eu lírico.
- Sobre a música “Joquempô”

Não foram poucas as entrevistas em que me perguntaram por que eu achava que minha geração não faz mais música “engajada”, ou “de protesto”. Minha resposta era sempre a mesma: minha geração faz música engajada. É claro: não se trata do mesmo engajamento que se articulava em torno de um inimigo tão evidente e unificado como a ditadura militar de outrora. Mas quem disse que esse é o único engajamento possível? Minha resposta é essa canção, onde minhas crenças mais profundas estão expostas: a crença em dizer o que se acredita e estar aberto para ouvir o outro como uma revolução silenciosa e interpessoal. E, sobretudo, uma celebração à felicidade de caminhar com meus contemporâneos, na árdua busca de um lugar ao sol. Por isso o delicioso coro do final, repleto de amigos amados – nem todos músicos- e o triunfal arranjo de metais, brilhantemente escrito por Tiago Costa, que faz a gente se sentir um pouco numa faixa do Sgt. Pepper.
- Sobre a música “Juventude em marcha “

Tranchã

Em uma de suas memoráveis canções, Chico Buarque diz com todas as letras que “um grande artista tem que estar tranchã”. Seguir o conselho de mestre dado de graça é chegar para dizer a que veio: Tranchã. O disco de estréia do jovem cantor e compositor Vinicius Calderoni apresenta um resultado extremamente promissor de um representante da nova safra de compositores de música brasileira, disco maduro e original, fruto de mais de dois anos de trabalho intenso, acompanhado por músicos do primeiro time, e que não dá espaço para quaisquer dúvidas sobre o talento do cantor e compositor.

“Tranchã é um trabalho desenvolvido com muito cuidado e paciência, por isso demoramos mais de dois anos para chegar onde queríamos. o nível de qualidade que alcançamos tem muito a ver com este processo de maturação”, conta Vinicius, que aos 22 anos, ostenta uma formação musical respeitável, fruto do estudo com professores renomados como Chico Pinheiro, Renato Epstein, Débora Gurgel, Pedro Mourão e Akira Ueno.

A música de Vinicius une naturalmente tradição e modernidade sem necessidade de grandes alquimias e malabarismos. Produzido pelo próprio Vinicius em parceria com o consagrado violonista Ulisses Rocha, Tranchã conta com um hall de grandes músicos tais como o pianista Tiago Costa, também responsável pelos arranjos de metais do disco e o flautista e saxofonista Teco Cardoso, além de participações especialíssimas como a poderosa voz de Fabiana Cozza, a doçura de Tatiana Parra e o impagável conjunto Qu4tro a Zer0, segundo lugar no prêmio Visa Instrumental 2004.

Em tempo: tranchã significa “firme em seus princípios, propósitos e atitudes”, e é também adjetivo que “qualifica pessoas ou objetos com atributos positivos”, sinônimo de bom, bonito e interessante. Fazendo jus ao nome, torna-se obrigatória a audição do primeiro disco de Vinicius Calderoni: sem maiores rodeios, puro e simples, tranchã.

Tranchã é um trabalho desenvolvido com muito cuidado e paciência, por isso demoramos mais de dois anos para chegar onde queríamos. O nível de qualidade que alcançamos tem muito a ver com este processo de maturação.
Vinicius Calderoni

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